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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nota sobre a arte moderna

Para lembrar que a arte moderna é expressão, é preciso, eu preciso do recurso a uma etimologia barata, e nem por isso inocente: ex-pressão – esmagar o signo contra os signos, para fora da interioridade da percepção. É assim que, por exemplo, opera Manoel de Barros ao falar de suas coisas-sapo, coisas-lesma, coisas-lata, coisas-borboleta. É uma epifania que só existe no papel, que só pode existir no papel. É assim também com os surrealistas e com Monet, com Debussy e Messiaen, com Buñuel, e, arrisco, também com Blanchot: quando o signo se desliga, quando ele mostra-se exterior, puro exterior que é ausência dessa interioridade causal ou originária, então é que passa a existir essa materialidade inexistencialista.

Donde digo que a materialidade é, para os modernos, a questão central. Não a materialidade sensível, mas essa outra, Pura. Somente desligando o signo de sua origem é que essa materialidade pode existir. Somente quando as causas e as origens perdem a importância é que é possível um outro lugar para a arte, um deslocamento no sentido literal.

domingo, 22 de agosto de 2010

Nota sobre Laonikos

Laonikos  permite e obriga a pensar a música da pós-modernidade em termos de riso, esquecimento, ressentimento, temas que nem de longe poderiam ocorrer ao Senhor Boulez.

domingo, 30 de março de 2008

a idéia da idéia

1. A idéia da idéia só foi possível depois de Platão. A idéia já existia antes de Platão?

2. A palavra existe depois do conceito? O conceito é possível antes da palavra?